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Pecuária: Cocho para gado requer cuidados

Água empoçada perto das instalações também dificulta o abastecimento manual ou mecânico dos cochos, além de favorecer a reprodução e multiplicação de micróbios patogênicos e de parasitas.

Quantos cochos são suficientes para alimentar o gado? Como deve ser o espaço onde o animal se alimenta? Respostas que o pecuarista necessita ter antes de fazer o investimento no campo.

Isso vale para o confinamento e semiconfinamento e até com o gado leiteiro. Se faltar algum detalhe, é sinal de prejuízo.

O animal pode se estressar na hora de buscar água, alimento, espaço e até mesmo sombra.

Nessa hora, o gado deve ter os mesmos privilégios e os mesmos acessos um do outro para obter a engorda necessária.

Nada de vantagens e desvantagens na alimentação. Por isso, o olhar é imprescindível no momento da compra, das escolhas.

Especialistas são enfáticos em dizer que o espaçamento bem feito entre os cochos, por exemplo, reduz a competição entre os animais. Mas não para por aí. São muitos os outros fatores que podem influenciar na rentabilidade do negócio.

O excesso de umidade em torno dos cochos e bebedouros, assim, como poças de água que se formam nesses espaços, não são bem-vindos, já que se tornam escorregadios e aumentam o risco de acidentes entre os animais.

De acordo com a Embrapa, o risco se torna maior pela combinação de terreno escorregadio com o aumento da competição pelas áreas mais secas nas proximidades do cocho ou bebedouro.

A umidade pode trazer ainda o apodrecimento da madeira que está presente na maioria das vezes nos currais e também causar acidentes.

O solo onde está instalado o cocho deve ser observado sempre, tendo em vista que o gado se movimenta, e o peso pode trazer danos ao chão.

Cuidados que a pecuarista Geislaine Fernandes da Silva, da Gleba Rio Vermelho, em Rondonópolis, adotou no confinamento e semiconfinamento.

“Hoje contamos com 17 cochos na propriedade e fazemos a montagem desses espaços de acordo com a demanda de gado de engorda e gado leiteiro. Só que isso só é possível, graças ao cocho bag, um produto reciclável.

O cocho de plástico resseca no sol e o de cimento machuca o animal, sem contar que se degradam. Já o cocho bag nós montamos e desmontamos a hora que quisermos”, afirma a pecuarista.

O cocho feito de bag já é fabricado em Mato Grosso pela empresa ReciclaBag e está no mercado desde 2008.

É feito de um tecido reciclável, 100% virgem, de polipropileno e polietileno, tratado contra raios ultravioleta e tem caído no gosto dos criadores pela praticidade e preço.

“Outra característica observada na hora de comprar o cocho bag é que ele não acumula água parada, o que diminui muitos os riscos de doença no pasto”, diz Geislaine.

E a pecuarista tem razão, já que a água empoçada perto das instalações também dificulta o abastecimento manual ou mecânico dos cochos, além de favorecer a reprodução e multiplicação de micróbios patogênicos (por exemplo, bactérias causadoras de diarreia) e de parasitas.

Ou seja, não basta jogar o alimento e a água no cocho.

O pecuarista tem que ter sabedoria ao escolher o tipo de cocho, porque a proximidade, entre os animais no momento de beber a água e comer os suplementos, facilita a transmissão de doenças e parasitas, por causa do contato direto uns com os outros.

Os veterinários dizem que as medidas devem ser adotadas antes de iniciar o negócio. “Cocho e bebedouro não podem ficar numa baixada, por exemplo.

O terreno não deve ter erosões. Precisa ser plano e alto. Se não for possível, deve ter pouca declividade e estar longe de vertentes, aqueles locais por onde corre a enxurrada.

O pecuarista precisa optar por solo arenoso, permeável e bem drenado”, ensina, ainda, o veterinário Flávio Guerreiro.

De acordo com o veterinário, o manejo adequado depende, também, da limpeza destes cochos que devem ser limpos uma ou mais vezes por dia, dependendo do regime que está sendo aplicado no pasto.

O profissional que fica encarregado de realizar essa “faxina” deve ter técnica apropriada para garantir a boa manutenção dos cochos, não permitindo resquícios de sujeiras como terra ou pedra entre as rações e os suplementos oferecidos.

Segundo especialistas da Embrapa, o confinamento para 20 cabeças de gado, por exemplo, pode contar com uma área mínima de 15 metros quadrados de área por cabeça.

Sendo assim, a maioria dos criadores adotam 50 cm de cocho por cabeça de gado. Ainda segundo a Embrapa, os mais utilizados são o cocho tipo “u” e “j”, pois são mais facilmente encontrados.

Os pecuaristas têm optado pelo cocho bag nos dias de hoje, seja por questões de saúde ou de economia.

A empresa ReciclaBag, fabricante do cocho bag, vende o produto para todo o Brasil por meio das filiais.