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Confinamento de gado ainda traz boas perspectivas para 2017

Depois da desvalorização, por causa da Operação Carne Fraca no país, o mercado do boi gordo volta a se recuperar.

O preço da arroba está 5,4% menor ainda em relação ao mesmo período do ano passado, passou de R$132,19 para R$124,67 à vista.

No início de abril a arroba do boi gordo chegou a ficar 10% mais em conta, porém o pecuarista vai dando um passo de cada vez.

Os números são de otimismo.

De acordo com a Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), o número de animais confinados deve passar esse ano de 4 milhões de cabeças.

Um dos motivos é o custo na produção que ficou menos pesada para o bolso em relação a 2016, tendo em vista os números expressivos na safra de milho que é o principal ingrediente para engordar o animal no cocho.

Hoje cerca de 80% da produção da carne bovina do Brasil é destinada ao mercado interno. Mas, quando se fala em exportação, há também positividade.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços afirma que o setor de proteína animal está consolidado como um dos principais motores da exportação do país.

Em 2016, o setor ficou como terceiro no grupo de produtos mais exportados, ficando atrás somente de grãos e dos minérios.

Por isso, quem aposta na pecuária está sim com o freio de mão puxado, porém na expectativa.

Segundo dados do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), num primeiro levantamento realizado no Estado, a intenção é engordar neste ano mais de 700 mil cabeças em confinamento, um número 7% menor em relação a 2016.

Desses 700 mil animais para o confinamento, pelo menos 52% já foram comprados. De acordo com o diretor-executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) Luciano Vacari, em entrevista ao site oficial do órgão, “mesmo com as boas condições de preços dos insumos, o pecuarista está cauteloso.

A queda da arroba e a instabilidade na escala de abate estão segurando o produtor na hora de decidir”, afirma.

Por isso, o gado no pasto deve ser acompanhado com maior rigor ainda. Se o foco está no preço bom para vender a arroba nos próximos meses, hoje é o cocho do animal que deve ganhar destaque e estar farto.

Em média, um boi consome 14 quilos de comida e até 60 litros de água por dia.

Mas para engordá-lo, um nutricionista deve fazer a supervisão do cardápio, sempre balanceado com fibras, proteínas, fonte de energia, minerais e vitaminas.

Para Douglas Fonseca de Oliveira, sócio proprietário da ReciclaBag, empresa de bags e cochos sustentáveis, os cochos bag têm tido uma boa aceitação no setor de engorda nos últimos anos, “porque o pecuarista encontrou neste produto uma diferença grande na hora de alimentar o que ele tem de mais precioso no pasto, que é o gado”.

O empresário explica que os animais ficam mais cômodos ao se alimentar, porque o cocho bag é versátil, oferece um espaço amplo em forma de prato e evita empoçamento de água.

Os cochos bag têm baixo custo por ser fabricado em tecido 100% virgem de polipropileno e polietileno, tratado contra raios ultravioleta.

Atendem aos padrões técnicos estabelecidos pela ABNT e passam pelas mãos de colaboradores qualificados em programas contínuos de capacitação, agregando valores ao setor agropecuário.

“Começamos atendendo só Estado de Mato Grosso, hoje a empresa tem várias filiais e equipes de venda para atender todo o mercado brasileiro”, afirma Marcelo Augusto Coutinho, um dos sócios proprietários da Reciclabag.